Diagnóstico Fitossanitário e manejo Sustentável de Doenças do Morango em Boninal – Bahia

International Journal of Development Research

Volume: 
15
Article ID: 
30154
7 pages
Research Article

Diagnóstico Fitossanitário e manejo Sustentável de Doenças do Morango em Boninal – Bahia

Davi Ferreira de Amorim; Josué Pinheiro Machado; Antonio Campos Lopes; Leonardo de Oliveira Magalhães; Belchior Luiz Dantas and Suely Xavier de Brito Silva

Abstract: 

A produção de morango na Bahia tem ganhado destaque, especialmente na Chapada Diamantina, com ênfase no município de Boninal-BA, onde agricultores familiares cultivam majoritariamente a variedade San Andreas. Pernambuco é o principal destino da produção. Após a detecção de resíduos de agrotóxicos, o Ministério Público Estadual (MPE) acionou a Agência de Defesa Agropecuária da Bahia (ADAB). Este estudo teve como objetivo mapear doenças da cultura e orientar produtores sobre o uso seguro de agrotóxicos e o descarte correto das embalagens vazias. Dada a escassez de estudos técnicos na região, a pesquisa foi essencial para compreender a dinâmica das doenças e propor medidas preventivas. Foram georreferenciadas 50 propriedades dos seguintes povoados, Furados, Caldeirão, Cedro, Lagoa do Cedro, Palmeiras do Cedro, Lagoão, Lagoinha, Carrapicho, Macamba, São Domingos e Teixeiras, totalizando a análise de 66.750 plantas de morango, nas fases vegetativa e reprodutiva. A segunda etapa contou com nove palestras educativas abordando manejo fitossanitário, uso seguro de defensivos e descarte ambientalmente correto. O trabalho foi executado entre 30/10 e 03/11/2023, com audiência pública, seguida de atividades de campo (06 a 11/11/2023). Os principais resultados foram: (i) identificação das pragas, Tetranychus urticae(Ácaro Rajado), Agrotis ipsilon (Lagarta de Rosca), Frankliniellaoccidentalis (Tripes), Neopamera bilobata (Percevejo), Lobiopa insularis(Broca do Fruto)Podosphaera aphanis(Oidio), Vaginula sp (Lesma), Colletotrichum acutatum(Flor Preta), Botrytis cinerea (Mofo Cinzento), Phomopsis obscurans (Mancha de Dendrofoma), Sclerotium rolfsii (Murcha de Sclerotium), e Mycosphaerella fragariae (Mancha Foliar); (ii) elaboração de manual descritivo das pragas; e (iii) coleta itinerante e devolução de embalagens vazias à Central de Vitória da Conquista (28 e 29/02/2024). Considerando o princípio da responsabilidade compartilhada, mediante audiência pública (remota), o MPE convocou os diversos elos da cadeia produtiva e propôs Termos de Ajustamento de Conduta (TAC), tanto para os produtores, quanto para os comerciantes e fomentadores, de forma que cada segmento cumpra com as boas práticas de produção, garantindo assim a oferta de alimento seguro e preservação ambiental ao evitar a contaminação por agrotóxicos utilizados erroneamente no controle de doenças.

DOI: 
https://doi.org/10.37118/ijdr.30154.09.2025
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